Manila não se limita a preservar a sua história, convida-o a percorrê-la a pé. Em mais nenhum lugar do Sudeste Asiático encontrará uma cidade amuralhada de origem espanhola no coração de uma capital moderna, com igrejas barrocas, claustros e praças que continuam a fazer parte do quotidiano.
É isto que torna Manila única, uma cidade onde a hospitalidade asiática se cruza com a herança latina, onde a devoção católica convive com templos chineses e mesquitas muçulmanas, e onde a arquitectura colonial enquadra uma baía que testemunhou séculos de comércio dos galeões. Noutras cidades, encontrará templos, torres e mercados, mas só em Manila se vive esta fusão de culturas, nascida da história e da resiliência, presente em cada esquina e à mesa de cada casa.
Neste itinerário de três dias, levamo-lo pela cidade amuralhada, por igrejas históricas em pedra, caminhos empedrados outrora percorridos por frades, revolucionários e heróis nacionais, e por monumentos que moldaram a Revolução Filipina.

Comece a sua viagem em Manila no Parque Rizal, também conhecido como Luneta Park. Este parque histórico é dedicado ao herói nacional das Filipinas, José Rizal, que foi executado neste mesmo local a 30 de dezembro de 1896, um acontecimento que ajudou a desencadear a Revolução Filipina. Aqui pode prestar homenagem e ver o local onde os seus restos mortais repousam, no memorial de bronze e granito, vigiado por soldados 24 horas por dia. Não deixe de visitar o “quilómetro zero” na vizinha Roxas Boulevard, o ponto a partir do qual são medidas todas as distâncias nas Filipinas.
Mesmo ao lado do Parque Rizal, o Museu Nacional de História Natural recebe-o com o seu impressionante átrio inspirado na estrutura do ADN. No interior, encontrará 12 galerias permanentes que o guiam pelo património natural das Filipinas. Comece no piso superior, onde poderá explorar o passado geológico do país, e desça depois por exposições dedicadas à flora, fauna, ecossistemas e vida marinha. Um dos grandes destaques do museu é o crocodilo preservado chamado “Lolong”, o maior crocodilo alguma vez mantido em cativeiro.
A apenas nove minutos a pé do Parque Rizal, o Museu Nacional de Belas Artes está instalado num edifício histórico que sobreviveu a graves danos durante a Batalha de Manila, antes de ser reconstruído em 1949. No interior, encontrará 29 galerias e exposições que apresentam obras de grandes mestres filipinos, do século XIX até à era moderna.
Continue o seu percurso até Intramuros no Baluarte de San Diego, uma das mais antigas fortificações em pedra das Filipinas. Construído no século XVI, fez parte do sistema defensivo da cidade amuralhada e sobreviveu a batalhas, sismos e inúmeras restaurações. Hoje, pode explorar as ruínas restauradas, passear pelos caminhos e jardins, e observar antigos canhões e vestígios da época colonial espanhola.
Depois do almoço em Intramuros, siga para a Igreja de San Agustin, a igreja em pedra mais antiga de Manila e Património Mundial da UNESCO. Concluída em 1607, apresenta um estilo barroco com ricos detalhes ornamentais e mantém-se de pé há mais de quatro séculos, tendo sobrevivido a sismos, incêndios e até à Batalha de Manila em 1945.
Mesmo em frente à Igreja de San Agustin, a Casa Manila é uma reprodução fiel de uma bahay na bato da década de 1850, ou “casa de pedra”. Este museu vivo oferece um vislumbre do estilo de vida de uma família filipina abastada durante o período colonial espanhol. Mobilada com peças autênticas da época, a casa inclui um zaguan e um pátio no piso térreo, enquanto os pisos superiores revelam amplos espaços como a sala de estar, a sala de jantar com ventoinha punkah, a cozinha, os quartos e até uma pequena sala de oração.
De seguida, caminhe dois quarteirões até à Catedral de Manila, a igreja mãe das Filipinas e sede da Arquidiocese de Manila. Foi reconstruída oito vezes após guerras, incêndios e desastres naturais e apresenta hoje um marcante estilo neorromânico, com uma imponente fachada ladeada por estátuas esculpidas em travertino romano. Ao longo dos anos, acolheu três papas: Paulo VI, João Paulo II e Francisco, tendo sido João Paulo II a elevá-la a basílica menor em 1981.
Termine o seu passeio por Intramuros no Forte Santiago, outrora uma fortaleza militar fundamental e, mais tarde, uma prisão sob domínio espanhol, britânico, americano e japonês. É sobretudo lembrado como o local onde José Rizal passou os seus últimos dias antes da sua execução em 1896. Hoje, é um marco nacional e um “Santuário da Liberdade”, com jardins, ruínas e muralhas históricas para explorar.
Dentro do forte encontra-se o Santuário de Rizal, um museu dedicado à vida do herói nacional. Aqui poderá visitar cinco galerias com objectos e exposições, incluindo os seus livros, manuscritos e uma réplica da sua cela. Pegadas de bronze assinalam o percurso dos últimos passos de Rizal, desde a sua cela até ao local da execução.

Comece o dia na Igreja de Quiapo, uma das basílicas católicas mais importantes das Filipinas. O seu grande destaque é o Nazareno Negro, uma estátua em tamanho real de Jesus a carregar a cruz, há muito associada a poderes milagrosos. Esculpida no México e trazida para Manila no século XVII, inspirou séculos de devoção. Todos os anos, a 9 de Janeiro, milhões de fiéis descalços participam na procissão da Traslación, levando a imagem pelas ruas. Em 2024, a igreja foi elevada a santuário nacional e o seu nome oficial foi actualizado para dar destaque a Jesus Nazareno.
De seguida, faça uma caminhada de 12 minutos até à Igreja de San Sebastian, uma impressionante igreja neogótica. É a única igreja totalmente em aço no Leste Asiático. Construída no final do século XIX com aço pré-fabricado enviado da Bélgica, foi concebida para resistir aos sismos e incêndios de Manila. Hoje, é reconhecida como Marco Histórico Nacional e Tesouro Cultural Nacional.
Antes de o sol apertar, desfrute de um passeio matinal fresco no Parque Florestal de Arroceros, muitas vezes chamado o “último pulmão” de Manila. Já foi um assentamento chinês, uma fábrica espanhola de tabaco e, mais tarde, uma guarnição norte-americana, hoje é um santuário ecológico no coração da cidade. Com mais de 3.500 árvores, lagos com carpas koi, fontes e caminhos sombreados, é também habitat de aves como o rabilongo-malhado e a rola-zebra. Percorra os passadiços, descanse à sombra da copa das árvores, ou aprecie as vistas sobre o rio Pasig a partir do passeio ribeirinho.
Atravesse a Ponte Jones até Binondo, o Chinatown mais antigo do mundo, e parta para um roteiro gastronómico cuidadosamente seleccionado. Aqui, vai provar dumplings feitos à mão, acabados de enrolar perto de Yuchengco, siopao frito com base estaladiça e topo fofo, e especialidades de quarta geração como lumpia e kiampong (arroz glutinoso salgado). Para terminar em doce, experimente hopia, um doce de feijão mungo perfeito para levar de volta para o hotel.
Entre uma prova e outra, entre na Igreja de Binondo, oficialmente a Basílica Menor e Santuário Nacional de São Lourenço Ruiz. Fundada em 1596 para convertidos chineses, é dedicada a São Lourenço Ruiz, o primeiro santo filipino, que aqui serviu como acólito antes do seu martírio no Japão, em 1637. A igreja combina estilos barroco e renascentista, e o seu elemento mais marcante é o campanário octogonal de cinco andares, sobrevivente da Segunda Guerra Mundial.

Comece o seu último dia em Manila no Museu Ayala, um espaço que dá vida à história, cultura e arte das Filipinas. Aqui encontrará obras de mestres como Juan Luna, Fernando Amorsolo e Fernando Zóbel, a par de exposições temporárias de artistas contemporâneos. Não perca a Experiência Diorama, composta por 60 cenas artesanais que retratam a história do país desde os tempos pré-históricos até à Revolução do Poder Popular de 1986. Existe também uma audioguia disponível para tornar a visita ainda mais envolvente.
Saia do museu e entre em Greenbelt, onde lagos com carpas koi, bancos à sombra e a capela ao ar livre de Greenbelt (Sto. Niño de Paz) proporcionam um ambiente tranquilo para oração e reflexão. À volta dos jardins encontrará boutiques de luxo, lojas de designers locais e uma vasta oferta de restauração, desde restaurantes de alta cozinha com vista para o parque até cafés descontraídos, ideais para um café a meio da manhã.
De seguida, dirija-se aos Jardins do Triângulo Ayala, um parque urbano de dois hectares no coração de Makati. Em tempos parte do aeroporto de Manila antes da guerra, as antigas pistas deram lugar às estradas que hoje delimitam o parque. Actualmente, é um espaço verde repleto de palmeiras, acácias e árvores-da-chuva. Enquanto passeia, repare nos monumentos que homenageiam figuras filipinas como Ninoy Aquino, Gabriela Silang e o Sultão Muhammad Kudarat.
Siga para o SM Mall of Asia (MOA), o maior centro comercial das Filipinas e um dos maiores do mundo. Este gigantesco complexo oferece compras, restauração e entretenimento sem fim, incluindo a maior loja IKEA do mundo. No mesmo espaço encontra-se também o maior centro de eventos privado do país, o SMX Convention Centre.
Ao final da tarde, dirija-se ao Seaside Promenade, também conhecido como SM by the Bay. Este espaço ao ar livre junto à água é muito apreciado pela sua oferta gastronómica, entretenimento e vistas incomparáveis ao pôr do sol. Encontrará um parque de diversões com várias atracções, incluindo uma roda-gigante com 55 metros de altura, com cabines climatizadas e vistas panorâmicas sobre a Baía de Manila. Ao longo do passeio, há ainda bancas de comida e restaurantes ao ar livre que servem desde street food local a sabores internacionais.
O menu destaca favoritos da comida de conforto filipina, muitos transmitidos pela esposa de Romulo, Virginia, cujos pratos eram servidos em jantares de embaixada. Experimente as especialidades, incluindo Lola Virginia’s Chicken Relleno, frango desossado assado com recheio saboroso; Tito Greg’s Kare-Kare, guisado de vaca num rico molho de amendoim; e Bistek Tagalog, um clássico de carne de vaca com fatias tenras e cebola caramelizada.
Manila é tropical durante todo o ano, quente, húmida e muitas vezes soalheira, mas há meses que são especialmente bons para explorar e apanhar pores do sol dourados.
Janeiro–Fevereiro (fresco e seco): A época mais agradável para visitar. As manhãs são frescas, as tardes luminosas, e passear por Intramuros ou visitar museus faz-se com toda a facilidade. Leve um casaco leve para os locais com ar condicionado, que podem ser frios.
Março–Abril (quente e seco): Conte com dias mais quentes e soalheiros, perfeitos para os pores do sol na Baía de Manila e para escapadinhas a Tagaytay ou Calatagan. Comece cedo, faça longas pausas de almoço à sombra e aproveite passeios ao fim da tarde.
Dezembro: Manila brilha com luzes festivas e ruas comerciais cheias de vida. As noites são mais frescas e agradáveis para um passeio ao entardecer.
Manila é uma cidade onde a história não fica confinada aos museus, vive-se em cada rua. Dentro das muralhas de Intramuros, percorre os mesmos caminhos outrora trilhados por frades, revolucionários e heróis nacionais. As igrejas centenárias continuam firmes, com pedras gastas pelo tempo, mas resilientes. Os becos de mercado fervilham com o espírito do comércio e da migração, e as praças da era colonial oferecem vistas intemporais ao pôr do sol, que testemunharam a história da cidade ao longo de gerações.
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